*Por Regina Silva

Crianças estão tão conectadas com a tecnologia que já não causa mais estranhamento a facilidade com que elas manuseiam aparelhos como tablets e celulares. Parece até que aquele pequeno dedo indicador foi programado para deslizar sobre as telas sensíveis ao toque. Essas crianças da chamada geração Alpha estão inseridas em meio à tecnologia desde o seu nascimento. Por isso, a interação delas com as telas é mais do que natural e quase instintiva.

Vale lembrar que os pertencentes a uma geração não são todos iguais, mas as pessoas nascidas em uma mesma época são influenciadas por determinados fatores históricos e, por isso, apresentam comportamentos e costumes semelhantes. No caso da geração Alpha, formada por crianças nascidas a partir de 2010, a estimativa é de que haverá cerca 2,5 bilhões delas no mundo em 2025, o que faz dessa a maior geração da história. Diferentemente dos Millenials – nascidos entre 1980 e 1995 – e parte da geração Z – nascida de 1996 a 2009, os Alphas não precisaram se adaptar às mudanças tecnológicas. Eles não conhecem o mundo sem a presença de tais inovações. Para esse grupo, usar a tecnologia já é algo intrínseco do dia a dia, assim como comer, andar e falar.

Para esses jovens, tudo é muito rápido e perguntas são respondidas quase que instantaneamente, seja por um simples toque nas ferramentas virtuais de pesquisa ou pelo uso de assistentes virtuais. As tendências tecnológicas e as mudanças que acontecem de forma rápida e exponencial formam essa geração que é ligada diretamente a essas transformações e ditam a forma com que interagem com o mundo. Por isso, a educação para eles e a maneira com que constroem o conhecimento é diferente das demais gerações.

Conforme crescem e amadurecem, essas crianças tendem a desenvolver maior senso de independência, até pela facilidade com que conseguem resolver demandas pessoais, como baixar um jogo sozinhas ou aprender algo novo. Elas são incentivadas a interagir com as inovações, e a forma com que constroem o conhecimento está baseada nessas experiências. Ou seja, elas aprendem fazendo.

Como adequar o ensino para atender a esses estudantes tão ativos e conectados? As escolas precisam propor uma aprendizagem com formatos adequados à geração Alpha, falar a língua desses jovens, o que não quer dizer abandonar os cadernos, livros ou professores.

Assim, práticas como a Cultura Maker, uma evolução do “faça você mesmo”, são extremamente valiosas já que tornam o ensino mais dinâmico e sensorial. Aprender fazendo permite que os alunos experimentem diferentes papéis, além de serem estimulados a pensar em soluções para desafios do dia a dia. Com as metodologias ativas, esses jovens se tornam protagonistas no desenvolvimento do seu conhecimento, reforçando o espírito autônomo dessa geração.

A inclusão da tecnologia no processo de ensino também gera maior interesse por parte dos alunos, já que seu uso nas escolas aproxima a realidade dessas crianças ao que vivenciam no processo de aprendizagem, garantindo um ensino com base nos seus interesses. Mas, claro, é preciso atenção. Por outro lado, essa realidade tão conectada também pode gerar nas crianças e jovens Alpha dificuldade de concentração, ansiedade, menor tolerância à espera e frustração.

É nessa esfera que papel da escola é ainda mais importante. É preciso aproveitar o que a tecnologia tem de melhor para minimizar tais efeitos colaterais. Ao disponibilizar soluções educacionais que desenvolvam as habilidades socioemocionais, por meio do ensino interdisciplinar STEAM (Ciência, Tecnologia, Engenharia, Arte e Matemática), as instituições propiciam um ambiente para o fortalecimento de importantes competências como comunicação, colaboração, criatividade, confiança e resiliência.

É possível fortalecer o protagonismo dos alunos, que passam a ser autores do conhecimento, dando a oportunidade ao professor de se tornar um mediador dessa jornada, fazendo com que as crianças vivenciem e reflitam sobre o que estão aprendendo.

O fato é que cada geração precisa de uma atenção específica e, por isso, é importante que as escolas estejam atentas a essas necessidades para formar os cidadãos do presente e do futuro, apoiando-os da melhor forma possível na jornada de ensino-aprendizagem.

*Regina Silva, diretora pedagógica do Educacional – Ecossistema de Tecnologia e Inovação, área da Positivo Tecnologia para negócios de educação.

Sobre o Educacional – Ecossistema de Tecnologia e Inovação – reúne soluções de apoio à aprendizagem em modelo disruptivo de negócio, com soluções como suítes pedagógicas e de hardware voltadas para aprendizagem de Língua Portuguesa, Matemática e STEAM (acrônimo em inglês para Artes, Ciências, Tecnologia, Engenharia e Matemática). Área de negócios dedicada à educação da Positivo Tecnologia S.A., conecta pais, alunos, escolas, edtechs, editoras, empresas nacionais e internacionais em ecossistema único. Veja mais no site do Educacional.

POR: Drone Comunicação

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